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Por que as pessoas sofrem

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Complicações do Amor

 

 

O que é o amor? Essa é uma pergunta que vem intrigando a humanidade há séculos e, apesar desse tempo todo, fazer amor continua sendo muito mais fácil que falar dele. Além de parecer impossível prender a idéia de amor dentro dos limites de um conceito, corre-se o risco de se exceder no cientificismo sobre um tema que todos conhecemos, desde sempre, em prosa e verso de forma muito mais sublime e agradável.  

 

O amor aparece nas mais diversas áreas do pensamento humano, da poesia à imagem funcional cerebral, da mitologia à patologia, da razão para o prazer à motivação para o crime. Afirmações como “isso é amor”, ou seu contrário, “não, isso não pode ser amor” oscilam ao sabor das conveniências da situação. Mas cada um sabe exatamente como está sentindo seu amor, ou lamentando a falta dele, se regozijando ou sofrendo com ele, explicando que tipo de amor é o seu, reclamando reciprocidade, exigindo cumplicidade ou ocultando o amor proibido. Talvez a única certeza que podemos ter em relação ao amor é que sobre ele não temos nenhum controle. 

Nietzsche, grande filósofo alemão do século XIX, escreveu que “a maior parte da filosofia foi inventada para acomodar nossos sentimentos às circunstâncias adversas, mas tanto as circunstâncias adversas como nossos pensamentos são efêmeros”, deduzindo, então, que os sentimentos não são. O amor é um desses sentimentos que devem ser tratados pela filosofia, principalmente porque ele parece transcender a realidade. 

Acreditava, Nietzsche, que o amor chega quando se tenta desejar o bem em sua totalidade para algo. Dizia que quando amamos juntamos todas as melhores propriedades das coisas mais maravilhosas e perfeitas do mundo, e consideramos similares ao objeto amado. Com afirmações desse tipo, estapafúrdias, concluí-se que o sentimento do amor pode distorcer a representação da realidade, pode afastar a pessoa da realidade compartilhada pela maioria, tal como se tratasse de idéias supervalorizadas ou uma certa obsessão.  

Sempre se distinguiram dois ou mais “tipos” de amor. Platão foi o primeiro a comentar sobre isso, em o "Banquete", definindo o “Amor Autêntico”, como aquele que liberta o indivíduo do sofrimento e conduz sua alma ao banquete divino, em distinção do "Amor Possessivo", o qual persegue o outro como um objeto a devorar, possuir e sufocar.  

Muito tempo depois, esta conceituação foi retomada por Immanuel Kant. Para Kant,  somente o "amor-ação" é o verdadeiro amor altruísta e aceitável, uma vez que se manifesta com preocupação verdadeira e desinteressada pelo bem estar do outro, da pessoa amada. Em contra-partida, falava no “amor-paixão”, egoísta e impossível de se controlar, voltado aos interesses próprios, manifestando o desatino e desprezo pelo outro. Na idéia de Kant, o amor paixão tende a satisfazer muito mais quem ama do que quem é amado (Clement, 1997).

Kant separava o “amor-afeto” e o “amor-paixão”, enaltecendo um pouco mais o primeiro, sugestivo de amor romântico, do que o segundo. Além desses amores dos amantes, para Kant existe ainda o “amor-virtude”. O amor-virtude seria mais ligado ao sentimento de fraternidade, ao preceito de “amar o próximo como a si mesmo”.  

Alguns autores mais recentes acham que a atenção, carinho, zelo e cuidados em relação à pessoa amada devem ser esperados em qualquer relacionamento amoroso saudável e, por saudável, devemos entender o relacionamento que jamais proporcionará sofrimento, seja da pessoa que ama seja de quem é amado (Simon, 1982 e Fisher, 1990). 

Alguns dizem que o amor é uma forte inclinação da alma para um objeto ou pessoa. Mas essa afirmação foge do critério científico, já que nesse campo nem se sabe com certeza se a alma existe. Dizem, apenas dizem alguns poetas, aqui e ali, que a alma é a parte da gente que se preocupa em saber se a alma existe. 

Mas o amor, lindo, engrandecedor, poético, lírico e prazeroso pode, não obstante, ser fonte de sofrimento. De fato, há casos onde esse sentimento torna-se completamente obsessivo, tiranamente opressivo, onde as pessoas estão continuadamente pensando em seus amores, e em nada além disso, como uma espécie de fanatismo. Isso também é uma forma de egocentrismo, pois a pessoa é dominada pela sensação continuada daquilo que lhe faz bem (seu amor).  

Não bastasse a obsessão em pensar seguidamente na pessoa amada, quem ama sofre muito por tudo aquilo que dificulte, impeça ou atrapalhe a vivência de seu amor. Não são raras as pessoas que, contrariando o bom senso e a crítica razoável, deixam tudo para viver um grande amor, aumentando perigosamente a possibilidade de serem infelizes, ainda que amando.  

Como em psiquiatria as alterações não são binárias, ou seja, não são certas ou erradas, feias ou bonitas, verdadeiras ou falsas, mas comportam graduações entre os extremos, podemos ter o amor com prazer, com menos prazer, com incômodo, com um pouco de sofrimento, com muito sofrimento e até o chamado Amor Patológico, visto mais adiante. 

Sobre a possibilidade de o amor ser uma das mais claras manifestações de nosso egoísmo, ou egocentrismo, Nietsche dizia que todos acreditamos querer a pessoa amada e que ao acreditar que a queremos também acreditamos que esta é a solução para todas as nossas necessidades, ou para todas as necessidades de nossos sentimentos. 

Essa hipótese pode ser mais bem exemplificada quando se diz que “te amo porque você é maravilhoso(a) (e, evidentemente, quero regalar-me com essa maravilha)”. Obviamente, em seguida existe a colocação que “te necessito, eu te quero”. Ou, conforme podem dizer os (as) mais apaixonados (as); “não posso mais viver sem você”. Em tudo isso o ponto de referência continua sendo a pessoa que ama, seu bem estar emocional, sua satisfação em estar perto da pessoa amada, seu conforto afetivo de se saber amada. É como se a pessoa amasse primeiro a si mesma, e para atender a esse auto-amor necessitasse “ter” a pessoa amada para si.  

Eros - o amor platônico

O amor tipo Eros é o amor romântico e platônico, citado inicialmente em O Banquete, de Platão, onde se faz um elogio ao amor que se estrutura na virtude, que se mobiliza pela falta do objeto amado, pelo sofrimento.

Ao invés de platônico, talvez pudéssemos dizer amor socrático, pois, como bem mostra Maria de Lourdes Borges, através de uma fala de Sócrates, esse tipo de amor tem origens mitológicas. Na mitologia grega o amor é filho de Pênia, a pobreza, e Poros, o esperto. O filho Eros, portanto, possui características dos pais, ou seja, “pobre, rude e sujo como sua mãe, vivendo a mendigar de porta em porta” e, por outro lado, “astuto, tramando estratagemas e maquinações”. Dessa forma, sendo astuto, engenhoso e ativo, o amor encontra sempre meios de transcender, até atingir o mundo das idéias, até focar-se no belo, no bom e no justo, real ou imaginário, mas verdadeiro para quem ama.

O amor platônico, tipo Eros, é um amor puro, irracional, que nos desvia para um mundo algo contraditório, algo imprudente e ousado. Este amor nos faz acreditar que amamos a pessoa porque devemos amar, faz acreditar que a pessoa amada tem as qualidades que tem porque tem, e quem ama está surdo e cego para quaisquer argumentos contrários. É um amor anti-social, que restringe a atividade humana quase exclusivamente ao próprio amor, que faz do amor o verdadeiro núcleo da vida, que polariza a atividade.

Insatisfação no Amor

Nosso trabalho, no entanto, é oferecer alguma luz àqueles que sofrem com e por amor. São pessoas que sofrem na paranóia do ciúme patológico, nos crimes por amor, na co-dependência mantida pelo amor doentio, por não terem um amor, por terem tido ou porque querem ter...

Pessoas com auto-estima empobrecida costumam estar constantemente insatisfeitas com o amor, normalmente por não se sentirem tão correspondidas como desejavam, por sentirem reciprocidade insuficiente do amor que dedicam, portanto, é um amor que faz sofrer pela simples suposição de não estar sendo suficientemente retribuído, senão agora, ao menos num futuro incerto, quando a pessoa amada certamente deixará de amar.

Existem ainda relações amorosas claudicantes, onde a pessoa que ama não deseja apenas o outro, mas deseja também o desejo do outro, o sentimento do outro e tudo o que possa estar ocorrendo na intimidade psíquica do outro. Diante da impossibilidade de nos apossarmos do sentimento alheio, a pessoa que ama sofre, pois o outro pode não estar sentindo aquilo que se deseja que sinta, pode não estar pensando justamente aquilo que se deseja que pense.

Na medida em que as pretensões de controle sobre os sentimentos da pessoa amada não são contidas, não são ponderadamente refreadas, surge uma imperiosa inclinação para a posse, para o domínio da pessoa amada.

Os resumos de um encontro na Unicamp em torno do tema "As novas formas de sofrimento; A psicopatologia do século 21" citam a professora de teoria literária da Universidade de São Paulo, Adélia Bezerra de Menezes, para quem o sofrimento e a paixão (e o amor, creio) caminham lado a lado na literatura.

De fato, tradicionalmente na literatura amor e paixão são sinônimos de sofrimento. Nos textos literários, principalmente nas canções de amor da Idade Média, é comum observar uma sofrível busca amorosa. No texto de Fedra a definição de amor envolve prazer e sofrimento: “Amor é tudo o que existe de mais doce e mais amargo”.

Neste encontro, sobre novas formas de sofrimento, a escritora Adélia Prado amplia as relações entre a arte, a paixão e o sofrimento, retirando da sabedoria popular o elo entre dor e beleza. “Quantas vezes não ouvimos a frase: é bonito de doer”. O belo também provoca angústia e, muitas vezes, a arte nasce da dor. O sofrimento na arte é representado pela dor que acompanha a criação artística.

Como veremos adiante, tudo isso contribui para tornar imprecisa a fronteira entre o prazer e a dor, entre o desejo e o sofrimento, entre o passional e o patológico. Estudando a dor humana, a teoria psicanalítica de Freud considera que o sofrimento poderia brotar de três fontes: do corpo, do mundo externo e das relações com os outros. Nesta última é onde se coloca o sofrimento do amor.

Evolução do Amor ou mudanças no Comportamento Amoroso?

As mudanças no comportamento amoroso não significam mudanças no sentimento do amor. Os índices crescentes de divórcios e separações, a fugacidade dos relacionamentos, o grande número de pessoas que moram sozinhas, homens e mulheres se casando mais tarde, a diminuição do número de filhos, maior número de famílias mantidas exclusivamente pela mulher (Jablonski, 1998; U. S. Census Bureau, 1998), são constatações que sugerem alguma mudança nas relações amorosas.

Não há dúvidas de que o comportamento amoroso mudou, talvez em decorrência das mudanças ocorridas na sociedade em geral, em decorrência da liberdade sexual ou como conseqüência da crescente preocupação hedonista das pessoas, enfim, a certeza é que o comportamento amoroso atual tem outras características.

O comportamento amoroso sofre também influências da sociedade de consumo, como se vê no excesso de comercialização do amor romântico. Usa-se do amor para vender tudo, de pasta de dentes a jóias, de seguros de vida a cervejas. Não se produzem obras de cinema e novela onde os romances não sejam exaustivamente explorados. Na mídia, indiferente se ela imita a vida ou vice-versa, especialmente cinema e televisão, o amor costuma ser o tema central da felicidade e, por isso, é presença obrigatória nas grandes produções, quer estejamos na pré-história ou na guerra nas estrelas.

Reforçando preconceitos e fornecendo estereótipos, a mídia televisiva, cinematográfica e de imprensa enfatizam uma excessiva preocupação em se obter um relacionamento amoroso como condição primordial para se viver em sociedade.

O amor aparece na conjuntura atual como um bem desejável, uma espécie de roupa indispensável para se viver em sociedade, uma condição de se apresentar socialmente. Se a pessoa não está “amando” alguém, esse insucesso é acompanhado de sentimentos de culpa, baixa da auto-estima, depressão... Veja, por exemplo, seriados como Sex and City.

A procura por um parceiro costuma ser entendida como um destino biologicamente e emocionalmente traçado para o ser humano. Biologicamente atendendo à procriação da espécie e, emocionalmente, em atenção ao prazer que podem obter as pessoas que não querem, não precisam ou não podem mais procriar mas, não obstante, podem amar. 

Apesar desses dois destinos naturais do ser humano, o que pode ser mais bem pensado é a supervalorização desse determinismo bio-emocional, questionar se estamos mesmos obrigados a esses grilhões platônicos a ponto de se considerar “impossível ser feliz sozinho”.

Outra peculiaridade da mídia é seu tratamento paradoxal em relação à duração do amor. Se existe nas obras literárias e de cinema um apelo para que o amor ardente e insaciável, para que a paixão desatada seja eterna, sugerindo nos finais felizes que fulano ficou com fulana, para sempre e perdidamente apaixonados, por outro lado, nas revistas (femininas, masculinas, para adolescentes), a rotatividade dos relacionamentos é a norma. Sem dúvida, é bem verdade que as pessoas deixam se inspirar pela arte e pela mídia, a qual vende padrões de comportamento amoroso.

Em alguns casos o amor acaba sendo sinônimo de sexo, principalmente para as mulheres. Na ânsia de conquistar um lugar ao sol, ou seja, na afoiteza de ter um “amor” para poder participar da sociedade em igualdade de condições, pode ser que as concessões ao objeto “amado” aumentem muito.

Nesse caso, se houve alguma mudança não foi precisamente do amor, mas sim do sexo. Antes o amor era um sólido pré-requisito para que as mulheres se relacionassem sexualmente, agora algumas tentam segurar um relacionamento permitindo sexo nos primeiros encontros, porque “se ela não fizer, a outra faz”.

É assim que o sexo passa a ser o indicador do amor, ou seja, enquanto tiver sexo bom e empolgante, o amor existe. Mas essa falsa idéia não é monopólio das mulheres. Em alguns casais, um dos parceiros se queixa de não haver mais sexo, logo, conclui não haver mais amor. Na realidade, o alarme deveria ser disparado quando não há mais beijos calorosos e, é melhor saber; o amor também comporta o sexo, mas não é o sexo.

Thays Babo e Bernardo Jablonski, psicólogos da PUC-Rio, têm um excelente trabalho intitulado: Folheando o amor contemporâneo nas revistas femininas e masculinas. Aí eles procuram analisar qual é a relação que a mídia pode ter com altos índices de insatisfação nos relacionamentos amorosos, e se ela vende a necessidade de não se estar sozinho.

Os autores constatam que enquanto o foco na imprensa feminina é no sentido de se construir uma relação unindo sexo ao amor, na masculina, busca-se a variedade e excitação, deixando de lado o compromisso ou a constância. Os meios de comunicação veiculam, segundo eles, mensagem de dupla moral, estimulando homens e mulheres a adotarem objetivos de relações francamente distintos, tornando mais difícil um convívio intenso, próximo e íntimo.

Outros estudos (Prusank e Duran, 1997) que incluem revistas masculinas e femininas constataram, por exemplo, que temas como amor, sexo e casamento têm tratamentos diversos na imprensa feminina e masculina. Em ambas, entretanto, predominam artigos voltados para sexo e acusações ao sexo oposto. Nas revistas masculinas, por exemplo, é dito que as mulheres manipulam os relacionamentos usando o sexo e desempenhando papéis de certos estereótipos, nas femininas afirma-se o maior apetite sexual do homem e a superficialidade nos relacionamentos.

Sofrimento no Amor e Amor Patológico

Algumas vezes circunstâncias patológicas podem causar sofrimento no amor, circunstâncias adversas em um dos amantes tornam o relacionamento muito problemático. Entre essas alterações temos, por exemplo, os Transtornos de Personalidade, Transtornos no Controle dos Impulsos, Transtornos Afetivos, etc. Vejamos cada um deles:

1. - Transtornos de Personalidade

Os Transtornos de Personalidade, notadamente do tipo Anti-social, Explosiva, Histérica, Paranóide e Personalidade Obsessiva-Compulsiva são condições que comprometem significativamente a qualidade do relacionamento, fazendo sofrer não apenas a pessoa portadora desses transtornos como, igualmente ou mais, a outra que não consegue deixar de amar.

Os Transtornos da Personalidade caracterizam pessoas que não têm uma maneira absolutamente normal de viver (do ponto de vista estatístico e comparando com a média das outras pessoas), mas não chegam a preencher os critérios para um transtorno mental franco. Estas alterações são permanentes, e constituem uma espécie de Ego Patológico (Veja).

1.1 - Personalidade Anti-Social. Aqui, entre outras características, o descaso pelos sentimentos alheios, a incapacidade de arrependimento e de correção das atitudes erradas, o envolvimento continuado em comportamentos anti-sociais e outros delitos, faz com que a pessoa que os ama sofra continuadamente. Sofrerá mais ainda se, por conta do amor, persistir acreditando que um dia essa pessoa melhorará.

1.2 -Personalidade Explosiva, ou Transtorno Explosivo Intermitente. Neste caso, a ocorrência de episódios de grande impulsividade, agressividade, ou mesmo de destruição de propriedades deformam o relacionamento amoroso. Nesse transtorno o grau de agressividade do episódio é amplamente desproporcional a qualquer provocação ou desencadeante, fazendo com que a pessoa que convive com o portador desse tipo de personalidade experimente muito medo e insegurança.

1.3 - Personalidade Histérica. No histérico, o traço prevalente e unanimemente reconhecido é o “histrionismo”. A palavra, que significa teatralidade, vem da Roma antiga, onde histrião era o comediante que representava papeis. O histrionismo do histérico é representado por seu caráter afetado, exagerado, exuberante, como se estivesse fingindo.

A representação do histérico varia de acordo com as expectativas da platéia. É um comportamento caracterizado por colorido dramático, extrovertido e eloqüente, com notável tendência em buscar contínua atenção. Como se deduz, a convivência amorosa com esse tipo de pessoa, altamente manipuladora, é extremamente cansativa e sofrível.

1.4 - Personalidade Paranóide. Pessoas com Transtorno da Personalidade Paranóide têm como característica um padrão de comportamento de desconfiança e suspeita constante em relação aos outros, de tal modo que atitudes sem intenções maldosas podem ser interpretadas como tal. As pessoas com esse transtorno supõem que os outros os exploram, prejudicam ou enganam, ainda que não exista qualquer evidência apoiando esta idéia.

Eles suspeitam, com base em poucas ou nenhuma evidência que os outros, incluindo a pessoa amada, estão conspirando contra eles e que poderão prejudicá-los subitamente, a qualquer momento e sem qualquer razão. Evidentemente não é necessário dizer como sofrem as pessoas que, infelizmente, deixaram que o amor surgisse por pessoas assim.

1.5 - Personalidade Obsessiva-Compulsiva. A Personalidade Obsessivo-Compulsiva faz com que a pessoa tenha uma preocupação exagerada com organização, perfeccionismo e controle das coisas. Elas tentam manter um sentimento de controle através da atenção exagerada a regras, detalhes triviais, procedimentos, listas, horários ou formalidades, busca de possíveis erros, chegando a perder a noção do que é, de fato, o ponto mais importante da atividade.

Estas pessoas não percebem que os outros tendem a ficar muito aborrecidos com as inconveniências que resultam de seu comportamento obsessivo. Quando extraviam uma lista de coisas a fazer, por exemplo, passam um período de tempo incomum procurando-a, ao invés de terem iniciativa de recriar a lista perdida. O grau de exigência dessas pessoas para com os outros, de sua intimidade, é muito alto, tão alto ao ponto de causarem grande sofrimento. 

1.6 - Personalidade Borderline

Outra diferenciação necessária com Amor Patológico diz respeito ao Transtorno de Personalidade Borderline, que já vimos acima como um dos agravantes para sofrimento no amor que, como o Amor Patológico, é marcado pela instabilidade nos relacionamentos interpessoais, na auto-imagem e nos afetos, além de ocorrer acentuada impulsividade, desde a infância. 

O diferencial entre Amor Patológico e Transtorno de Personalidade Borderline é que este último apresenta alterações comportamentais sempre em várias situações ou em grande variedade de contextos. No portador de Amor Patológico, por sua vez, estes sintomas ocorrem apenas em relação ao companheiro mediante ameaça de ruptura do laço amoroso. O borderline não sabe e não suporta perdas, notadamente abandonos.

O grande diferencial entre as duas patologias é que o portador de Transtorno de Personalidade Borderline apresenta este quadro em uma variedade de contextos, ou seja,  em relação à pessoa amada, havendo pois, normalidade psíquica nas demais áreas da atividade humana.

Transcrevendo nosso texto sobre Borderline, dizemos que há pessoas, simpáticas e agradáveis aos outros, que se comportam de maneira totalmente diferente com as pessoas de sua intimidade. Para quem não lhes é íntimo, dão a impressão de pessoas compreensivas, carinhosas e muito simpáticas. Na intimidade, entretanto, são os grandes tiranos emocionais. São explosivas, agressivas, intolerantes, irritáveis, com tendência a manipular pessoas.... São pessoas com Transtorno Borderline da Personalidade.

A patologia borderline, hoje em dia é, sem dúvida, uma problemática psicossocial importante, já que freqüentemente se associam a quadros de drogadição, alcoolismo e violência.

Certos autores comparam ao paciente borderline atual com os histéricos do final do século XIX e princípios do século XX. Consideram as patologias equivalentes e não sem uma boa dose de razão, considerando a histeria dita de caráter.

2. - Transtornos no Controle dos Impulsos

São vários os transtornos onde os impulsos não são controlados. Entre essas alterações destaca-se, especialmente, o Jogo Patológico, o Comportamento Sexual Compulsivo, a Dependência Química,  o Trabalho Compulsivo (Workahollic), Compras Compulsivas. Enfim estes são quadros onde a atividade voluntária está seriamente comprometida. Não é necessário dizer das condições de sofrimento que comprometem a vida de quem ama pessoas com esses transtornos. Veja Comportamento Compulsivo e Transtornos do Espectro Impulsivo-Compulsivo para entender melhor.

3. – Transtornos Afetivos.

Nesse caso temos os transtornos depressivos e os eufóricos (bipolares). Na depressão, quando aguda e bem definida (começou em uma época definida), a pessoa tem um comportamento apático, desinteressado e, por causa da baixa auto-estima, está sempre insatisfeita com as manifestações de amor que recebe. Considera sempre que não está sendo correspondida o tanto que gostaria, sofre (e faz sofrer) por acreditar que o fato do(a) outro(a) deixa-la ou substituí-la é apenas uma questão de tempo.

Nos casos onde a depressão é crônica e duradoura (Distimia), a característica principal é um constante mau humor, difícil de se conviver.

Na Euforia (contrário de depressão), também conhecida como Mania, a eloqüência, megalomania, desinibição social, agitação, insônia e todos os demais sintomas de expansão patológica do ego tornam a vida a dois insuportável de se viver. Resumindo, causa sofrimento amar pessoas cuja tonalidade afetiva proporciona depressão ou euforia.

Como esses transtornos psíquicos, muitos outros podem comprometer a felicidade e a qualidade de vida de quem ama, podem tornar a vida a dois bastante desagradável. O sofrimento é significativamente aumentado pela consciência que a pessoa que sofre tem de seu problema, ou seja, ela sabe que não deveria estar amando essa pessoa problemática mas, ao mesmo tempo, não consegue deixar de amar.

Diante dessa impotência (deixar de amar), a pessoa recorre a alguns mecanismos de defesa do Ego, principalmente a negação, onde o problema é sistematicamente negado. Ou ainda à racionalização, onde passa a argumentar que a pessoa irá, sem dúvida, melhorar com o amor e carinho que recebe. No fundo essa pessoa sofredora sabe que nenhum dos dois mecanismos de defesa são verdadeiros.

Quando ocorre falta de liberdade de escolha, falta de opções para a felicidade, quando encontrar a pessoa amada desperta tensões, quando a realização plena da vida depende do aval da pessoa amada, quando há detrimento de outros interesses antes valorizados, estamos diante um problema denominado Amor Patológico.

Classificação

O componente central na sintomatologia do Amor Patológico é o comportamento caracteristicamente repetitivo e sem controle, obsessivamente dirigido à prestação de cuidados e atenção sufocante à pessoa amada. Há sinais da carência de críticas sobre o comportamento obcecado, notadamente quando essa atitude excessiva é mantida mesmo depois das concretas evidências de estar sendo prejudicial para a sua própria vida, da pessoa amada e/ou para seus familiares. 

Fazendo uma comparação curiosa, constatamos que se utilizarmos os mesmos critérios de diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana (DSM.IV, 1998), empregados para a dependência de álcool ou outras dependências, pelo menos seis desses critérios também se repetem nos portadores do Amor Patológico, sendo comuns às duas patologias (Simon, 1982 – Norwood, 1985). Vamos a eles:

1) Sinais e sintomas de abstinência – Isso se dá tanto na falta da pessoa amada quanto na iminência de faltar, ou seja, quando a pessoa amada está distante, física ou emocionalmente, ou diante da perspectiva de ausência (abandono). Nesses casos pode ocorrer inquietação, insônia, alterações neuro-vegetativas, taquicardia, tensão muscular, alteração do ritmo sono-vigília.

2) O comportamento cuidador da pessoa amada ocorre em maior quantidade do que a pessoa amada gostaria – Há uma certa insaciedade em relação às atenções que o ciumento recebe da pessoa amada, querendo cada vez mais e mais.

3) As atitudes para reduzir ou controlar o comportamento patológico são sempre mal-sucedidas – sendo muitas vezes interpretadas como tentativas de acabar com o relacionamento e não como tentativas de amenizar o problema para ver se o relacionamento ainda é viável. Parentes são depreciados pelo ciumento, que vê em cada um uma ameaça de sabotar o relacionamento.

4) É despendido muito tempo para controlar as atividades do parceiro - a maior parte da energia e do tempo do indivíduo são gastos com atitudes e pensamentos para manter o parceiro sob controle. Isso pode resultar em severos prejuízos na falta de tempo para outras áreas da atividade, tais como, trabalho, escola, atividade social, esportes, etc.

5) Abandono de interesses e atividades antes valorizadas. Como a pessoa monopoliza suas atividades em função do parceiro, são abandonadas outras atividades propiciadoras da realização pessoal e profissional, incluindo os cuidados com filhos, atividades profissionais, convívio com colegas e outras.

6) O Amor Patológico é sempre mantido, apesar dos problemas pessoais e familiares. Aliás, quanto mais adversos são tais problemas, mas glorioso será o feito do amor, como se continuasse a amar “contra tudo e contra todos”.

Uma curiosidade em relação ao componente bioquímico do amor, é o fato dele, o amor, quando excessivo, provocar um estado de excitação no sistema nervoso central semelhante ao produzido pelo uso de anfetaminas. A substância intoxicante produzida no sistema nervoso central pelo excesso de amor seria a feniletilamina. Talvez seja por isso que na “abstinência” do amor a pessoa passa a ter grande vontade de comer chocolate, uma vez que o chocolate é rico em feniletilamina (Simon, 1982). 

Características do Amor Patológico

Há sólidas hipóteses de que nos estágios iniciais do Amor ocorreria o mesmo fenômeno que acontece com o usuário de cocaína ou qualquer outro estimulante, ou seja, uma satisfação hedonística de alguma aspiração eminentemente humana. Tal padrão de relacionamento aliviaria a angústia, notadamente a angústia existencial, além de servir de força propulsora à auto-estima.

Em determinadas personalidades, diante de um eventual estado de estresse prolongado haveria exagerada liberação adrenérgica, predispondo a pessoa a extrema ansiedade, angústia, insegurança (entre outros fenômenos mais patológicos) favorecendo o surgimento do Amor Patológico.

Assim, alguns autores (Donnellan, 2005) descreveram o quadro de Amor Patológico como fenômeno decorrente de transtornos ansiosos e depressivos incidindo sobre personalidades específicas (veja Transtorno Esquizóide e Paranóide da Personalidade).

Como acontece com o dependente químico, que se adere à "droga de escolha" para alívio da angústia, ansiedade, inibição psíquica, busca do prazer, o portador de Amor Patológico acredita que conseguirá tudo isso através do lenitivo proporcionado pelo “parceiro de escolha” (Eglacy, 2006).

Em termos psicológicos parece que o “defeito” da patologia do amor não é o amor em si, propriamente dito, aquele amor “da atenção, carinho, zelo e cuidados em relação à pessoa amada”, citado acima. O Amor Patológico, por sua vez, parece ser descendente direto do medo, do medo egoísta de ficar só, do medo de alguém mais merecedor conquistar a pessoa amada, medo de não ter seu valor reconhecido como gostaria, de não estar recebendo o amor que acha merecido, de vir a ser abandonado (Moss, 1995). Seria, portanto, muito mais um defeito do caráter de quem “acha” que ama, do que do sentimento amor.

Procurando o Amor Patológico dentro dos critérios e classificações psiquiátricas mais reconhecidas, para que tudo não fique no território da poesia e do romantismo, algumas pesquisas (Bogerts, 2005 – Tarumi, 2004) vêm sabiamente situando o Amor Patológico dentro do espectro dos comportamentos obsessivo-compulsivos, em relação ao parceiro.

Resultados de pesquisas contemporâneas e realizadas na Itália e EUA apontam para alterações neuroquímicas semelhantes em portadores de TOC e de Amor Patológico no que diz respeito ao transporte de serotonina (5-HT). Em ambos casos os níveis são significativamente inferiores daqueles encontrados em indivíduos normais. (Leckman , 1999).

Uma das variáveis do Amor Patológico é a chamada Codependência (veja). Codependência é um transtorno emocional definido e conceituado por volta das décadas de 70 e 80, relacionada aos familiares dos dependentes químicos, alcoolistas e mesmo com transtornos de jogo patológico ou outros problemas sérios da personalidade.

Codependentes são esses familiares que vivem em função da pessoa problemática, fazendo desta tutela obsessiva a razão de suas vidas, sentindo-se úteis e com objetivos apenas quando estão diante do dependente e de seus problemas. São pessoas que têm baixa auto-estima, intenso sentimento de culpa e não conseguem se desvencilhar da pessoa dependente.

O que parece ficar claro é que os codependentes vivem tentando ajudar a outra pessoa, esquecendo, na maior parte do tempo, de cuidar de sua própria vida, auto-anulando sua própria pessoa em função do outro e dos comportamentos insanos desse outro. Essa atitude patológica costuma acometer mães (e pais), esposas (e maridos) e namoradas(os) de alcoolistas, dependentes químicos, jogadores compulsivos, alguns sociopatas, sexuais compulsivos, etc. 

Diferenças entre Amor Patológico e ... outros problemões do gênero

O "Love Addiction", como vem sendo denominado o Amor Patológico por autores norte-americanos (Timmreck , 1990) se diferencia do amor saudável, onde o comportamento de cuidar da pessoa amada ocorre com controle e com duração limitada. Também, ao contrário do Amor Patológico, no amor saudável o desenvolvimento e a realização pessoal não são comprometidos e outros tantos aspectos da vida sócio-familiar são preservados.

Delírio de Ciúme

Outra situação clínica grave e que deve ser diferenciada do Amor Patológico é um transtorno delirante persistente, do Tipo Ciúme (veja http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=173&sec=54), e cuja descrição clínica vem sendo realizada há mais de um século por diversos estudiosos. O delírio de ciúmes ocorre principalmente entre homens com alcoolismo crônico para os quais os eventos triviais são interpretados como provas da "veracidade" da deslealdade.

O Amor Patológico, por sua vez, é predominante em mulheres e se caracteriza pela excessiva desconfiança e possessividade, em geral decorrentes de baixa auto-estima. Assim como ocorre no Amor Patológico, no ciúme patológico também existe difícil distinção entre o normal e o patológico, medo da perda do outro ou do espaço afetivo ocupado na vida deste, além de correlação com auto-estima rebaixada, conseqüentemente, à sensação de insegurança. No entanto, diferentemente do Amor Patológico, o ciúme patológico aparece como uma preocupação infundada, irracional e irreal.

O potencial para atitudes violentas e egoístas no Delírio de Ciúme também é destacado nesse quadro, que desperta importante interesse da psiquiatria forense (Ferreira, 1998).

Para melhor descrever o Delírio de Ciúme, selecionamos aqui a descrição publicada pelo manual norte-americano DSM.IV. O transtorno delirante persistente Tipo Ciumento se aplica quando o tema central do delírio diz respeito a estar sendo traído pelo cônjuge ou parceiro romântico.

Esta crença é injustificada e está baseada em inferências incorretas apoiadas por pequenas “evidências", como por exemplo, roupas em desalinho ou manchas nos lençóis, que são colecionadas e usadas para justificar o delírio. O delirante geralmente confronta seu cônjuge ou parceiro e tenta intervir na infidelidade imaginada, ora restringindo a autonomia do cônjuge ou parceiro, ora seguindo-o em segredo, investigando o amante imaginário ou agredindo o parceiro. 

Delírio Erotomaníaco

O delírio do Tipo Erotomania, também faz parte dos transtornos delirantes persistentes, e se aplica quando o tema central do delírio diz respeito a ser amado por outra pessoa. O erotomaníaco está convencido que alguém, geralmente sem nenhum vínculo pessoal com o delirante e de posição superior, o ama (Veja http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=173&sec=54).

Já no Amor Patológico ocorre uma oscilação entre certeza e incerteza de que o parceiro atual (e concreto) esteja amando-o. O delírio freqüentemente envolve um amor romântico e união espiritual idealizada, ao invés de atração sexual. A pessoa sobre a qual esta convicção delirante é dirigida geralmente está em uma posição social superior, como por exemplo, uma pessoa famosa, um superior no trabalho, algum artista, ator, político, etc.

Algumas das pessoas com o delírio Tipo Erotomaníaco, particularmente os homens, entram em conflito com a lei por causa de seus esforços no sentido de alcançar o objeto de seu delírio, ou seja, o assédio da pessoa que supostamente ama-os, ou as tentativas de “salvar” essas pessoas de algum perigo imaginário. 

Homens ou Mulheres sofrem mais de Amor Patológico?

O Amor Patológico é particularmente mais prevalente na população feminina. Segundo as queixas mais referidas pelas mulheres, são pessoas “que sofrem com o problema”, que são “obcecadas" ou "viciadas" pelo parceiro, ou que deixam de viver a própria vida para "viver pelo outro".

Longe de esgotar as explicações sobre a prevalência feminina para o Amor Patológico, convém lembrar que, pela própria natureza, as mulheres costumam dar maior ênfase aos comportamentos amorosos, tais como as atividades mútuas, as ocasiões especiais, presentes, abnegação e sacrifícios pelo relacionamento.

O Amor Patológico é predominante em mulheres e se caracteriza pela excessiva desconfiança e possessividade, em geral decorrentes da insegurança pessoal, das circunstâncias da vida social moderna com a crescente tenacidade das mulheres na conquista de seus pares (mesmo estando estes namorando), e  da baixa auto-estima.

Atualmente existem grupos de auto-ajuda trabalhando nesse tema, como é o caso do site  Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA), basicamente excluindo quaisquer participações masculinas.

A proposta desse grupo MADA, baseada em livro do mesmo nome, é a recuperação para mulheres que têm como objetivo primordial se recuperar da dependência de relacionamentos escravizantes, destrutivos, aprendendo a se relacionar de forma saudável consigo mesma e com os outros.

O grupo MADA através de seu site transcreve aquilo que pode ser considerado as Características de Uma Mulher que Ama Demais. Em nosso caso, poderia ser aplicado aos portadores do Amor Patológico. 

Segundo Robin Norwood, o grupo MADA recomenda algumas características da mulher que ama demais:

1. Vem de um lar desajustado, em que suas necessidades emocionais não foram satisfeitas.

2. Como não recebeu um mínimo de atenção, tenta suprir essa necessidade insatisfeita através de outra pessoa, tornando-se superatenciosa, principalmente com homens aparentemente carentes.

3. Como não pode transformar seus pais nas pessoas atenciosas, amáveis e afetuosas de que precisava, reage fortemente ao tipo de homem familiar, porém inacessível, o qual tenta, transformar através de seu amor.

4. Com medo de ser abandonada, faz qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento.

5. Quase nada é problema, toma muito tempo ou mesmo custa demais, se for para "ajudar" o homem com quem esta envolvida.

6. Habituada à falta de amor em relacionamentos pessoais, está disposta a ter paciência, esperança, tentando agradar cada vez mais.

7. Está disposta a arcar com mais de 50% da responsabilidade, da culpa e das falhas em qualquer relacionamento.

8. Sua auto-estima está criticamente baixa, e no fundo não acredita que mereça ser feliz. Ao contrário, acredita que deve conquistar o direito de desfrutar a vida.

9. Como experimentou pouca segurança na infância, tem uma necessidade desesperadora de controlar seus homens e seus relacionamentos. Mascara seus esforços para controlar pessoas e situações, mostrando-se "prestativa".

10. Esta muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser, do que com a realidade da situação.

11. Tem tendência psicológica, e com freqüência, bioquímica a se tornar dependente de drogas, álcool e/ou certos tipos de alimento, principalmente doces.

12. Ao ser atraída por pessoas com problemas que precisam de solução, ou ao se envolver em situações caóticas, incertas e dolorosas emocionalmente, evita concentrar a responsabilidade em si própria.

13. Tende a ter momentos de depressão, e tenta preveni-los através da agitação criada por um relacionamento instável.

14. Não tem atração por homens gentis, estáveis, seguros e que estão interessados nela. Acha que esses homens "agradáveis" são enfadonhos.

 

 

 

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